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terça-feira, 5 de maio de 2015

Mangá Jovem



Conforme o leitor habitual do blog já percebeu, fiz uma série de textos falando da influência da cultura pop japonesa nos quadrinhos, atualmente o termo "mangá global" é usado para definir quadrinhos em estilo mangá fora do Japão.





Nas décadas de 60 e 70, a Gold Key havia adaptado os animes Astro Boy e Battle of Planets (Gatchaman) para quadrinhos.


O termo "mangá jovem" apareceu pela primeira vez no artigo "Todos os jovens do Brasil" de Fábio Garcia publicado na revista Neo Tokyo #62 da Editora Escala com capa assinada por Arthur Garcia, conforme mencionei em outra ocasião, o lançamento de Turma da Monica Jovem impulsionou a criação de outros títulos similares como Luluzinha Teen e sua Turma (publicado entre 2009 e 2015) e Didi e Lili Geração Mangá (2010-2011). Porém, tentativas similares já haviam sido testadas em outros mercados. O termo "mangá jovem" tem substituído "mangaijin" (nome de uma revista italiana), criado da junção das palavras mangá e gaijin (estrangeiro em japonês), neo-mangá e "mangalóide". Também pode ser chamado de mangá híbrido ou kongo-mangá conforme definição criada pelo professor Amaro Braga, autor do livro Desvendando o Mangá Nacional: Reprodução e Hibridização nas Histórias em Quadrinhos. No mercado japonês, quadrinhos para adolescentes são divididos em duas demografias: shōnen (para garotos) e shōjo (para garotas). Outro termo utilizado é mangalização (ou seja, adaptar para o estilo mangá).





Em 2012, a editora Criativo lançou o livro Aprenda A Desenhar Mangá Jovem de Arthur Garcia e Franco de Rosa, na capa, Garcia desenhou uma versão mangá da Betty Boop, personagem que fez sucesso no Japão pré-II Guerra e que chegou a ser retratada em mangás não-oficiais, com nos de  Shigeru Sugiura, e até teve um curta em que viaja ao Japão e canta em japonês: A Language All My Own" (1935).







Marvel




Entre 2000 e 2002, a Marvel Comics publicou a linha Mangaverse. A editora já tinha alguma familiaridade com o material japonês, bem antes de Power Rangers (baseado nos super sentais da Toei) nas décadas de 1970 e 1980, adaptou franquias daquele país nas séries  Micronautas, Shogun Warriors, trazendo os mechas (robôs gigantes) japoneses Raydeen (Brave Raideen), Combatra (Chōdenji Robo Combattler V) e Wakusei Robo Danguard Ace por conta de uma linha de bonecos, Godzilla e Transformers.  Todas essas versões interagindo com o Universo Marvel acabaram impedindo a republicação dessas histórias após o fim das licenças, exceto Transformes e GI Joe, que não tiveram tantos crossovers relevantes ao longo de suas series.  Após a publicação de algumas histórias originais da Marvel no Japão, surgiram versões locais de personagens:  o Homem-Aranha teve um mangá por Ryoichi Ikegami, Kazumasa Hirai e o Hulk por Kazuo Koike. O Homem-Aranha ainda teve um tokusatsu pela Toei (onde a versão do herói possuía um mecha chamado Leopardon), que teve mangás nas revistas TV Land , Tanoshī Yochien, TV Magazine e Bōken'ō. A Toei  também produziu Battle Fever J (parcialmente inspirado nos Vingadores) e  filmes animados baseado em Tomb of Dracula e Monster of Frankenstein.




 Micronautas  originalmente chama-se Microman, trata-se de um spin-off de Heshin Cyborg , da Takara, que por sua vez era uma desdobramento de Combat Joe, a versão japonesa de GI Joe da Hasbro (também foi adaptado pela Marvel).  Microman chegou a ter um anime em 1999 produzido pelo  Studio Pierrot e mangá na revista Comic BonBon.







Transformers foi criado em 1984 pela Hasbro a partir de Micro Wave (um spin-off de Microman) e Diaclone, também da Takara, a franquia logo seria adaptada em uma animação coproduzida nos Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul.





Ainda em 1984, a Hanna-Barbera produziu a séries Challenge of the GoBots, baseada na linha GoBots (1983-1987) da Tonka, que por sua vez era inspirada na coleção japonesa Machine Robo da Popy (subsidiária da Bandai), em 1991, a Tonka foi comprada pela Hasbro e GoBots torna-se um universo paralelo de Transformers, embora os direitos dos brinquedos pertençam a Bandai, ou seja, a Hasbro só poderia lançar com licença. No Brasil, a coleção de brinquedos foi lançada pela Glasslite com o nome de Mutante e a série animada com o nome de Os GoBots. Machine Robos teve cinco animes sem qualquer relação com GoBots. Na divisão britânica da Marvel (Marvel UK), foi criado o robô Death's Head, criado por Simon Furman e Geoff Senior, o personagem também apareceu nos quadrinhos da franquia Doctor Who e foi integrado ao Universo Marvel.



Em 2007, a Marvel e a IDW (atual editora da franquia) publicaram o crossover New Avengers/Transformers (4 edições) escrito por Stuart Moore e ilustrado por Tyler Kirkham.




Em 2012, o roteirista Brian Michael Bendis divulgou em seu twitter que a DC e a IDW publicariam um crossover de Transformers  e a Liga Justiça, o encontro seria desenhado por Phil Jimenez, o roteirista não foi divulgado.





Micronautas teve outras séries de quadrinhos pela Image (2002 e 2003) e Devil's Due Publishing (2004), em 2015, a IDW anunciou que adquiriu a licença com a Hasbro (atual proprietária da marca), também foi licenciado Rom The Space Knight, que também foi adaptado pela Marvel em 1979 (os roteiros também ficaram a cargo de Bill Mantlo, o mesmo de Micronautas), o brinquedo pertencia a Parker Brothers, que foi comprada pela Hasbro em 1991, ainda em 2015, o site Hollywood Reporter noticiou que a Hasbro e a Paramount iriam criar um universo cinematográfico compartilhando com as franquias G.I. Joe, Rom, Visionaries: Knights of the Magical Light e M.A.S.K. (Mobile Armored Strike Kommand), esse último era uma coleção de bonecos criada pela Kenner para concorrer com G.I. Joe e que atualmente pertence a Hasbro, anteriormente havia um rumor que o personagem Matt Trakker apareceria no terceiro filme de G.I. Joe.




                                                 
















New Avengers/Transformers #3, arte de Ed McGuinness











A linha de bonecos Shogun Warriors era mais abrangente e trazia também mechas de tokusatsu que não tiveram versões em quadrinhos pela Marvel, são eles: 17 Robot (Daitetsujin 17), Tōshō Daimos, Dragun (Getter Robo G), Divine Demon-Dragon Gaiking  Grandizer (Grendizer),  "Great Mazinga"(Great Mazinger), Chōdenji Machine Voltes V, Poseidon e Raider de Getter Robo, Leopardon, além de Godzilla e  Rodan da Toho Co.  Com histórias produzidas por Doug Moench (roteiros) e Herb Trimpe (desenhos) , as series Shogun Warriors e Godzilla tiveram dois mechas originais, The Samurai Destroyer, criado para a primeira e Red Ronin, criado para a segunda. O sucesso de  Shogun Warriors deu origem a Force Five (1979-1989) da Jim Terry Productions, que exibia episódios das séries Divine Demon-Dragon Gaiking, Planetary Robot Danguard Ace, Getter Robo G, UFO Robot Grendizer e  Sci-Fi West Saga Starzinger. 
Em 2010, foi anunciado um filme e uma série de quadrinhos publicadas pela Dynamite.

Em 2011, Toynami lançou uma nova coleção chamada Shogun Warriors, iniciando com os mechas Beast King GoLion e Armored Fleet Dairugger XV que deram origem a franquia Voltron: Defender of the Universe.









Na década de 1980, Frank Miller apresentava influencias do  gekigá, movimento artístico de mangás adultos entre as décadas de 1960 e 1970 (semelhante as graphic novels de artistas como Will Eisner, outra  influência de Miller).  Tais influências podem ser notadas em trabalhos como Demolidor onde criou Elektra e na mini-série em quatro partes Wolverine (1982) e  mini-série em seis partes Ronin para a DC (1983). Miller foi um dos responsáveis pela publicação de Lobo Solitário de Kazuo Koike (roteiro) e Goseki Kojima (arte), publicado em 1987 pela First, Miller chegou a fazer capas para a publicação.







Com o tempo, os shonens assimilaram elementos do gekigá e deram origem a uma nova faixa de público, o seinen (algo como jovem adulto). De fato, alguns títulos começaram em revistas shonen, é o caso de City Hunter de Tsukasa Hojo.




Na década de 1990, foi a vez dos X-Men ter sua chance no Japão, sua serie animada teve uma abertura exclusiva para o mercado japonês, um mangá (por Hiroshi Higuchi, Miyako Kojima, Koji Yasue e outros) publicado pela Bamboo Comics, e jogos pela CAPCOM (que acabaram dando origem Street Fighter vs. X-Men Marvel vs CAPCOM, entre outros) e pela Shogakukan, a publicação de Uncanny X-Men por Chris Claremont (roteiro) e Jim Lee (desenhos) e o arco Operação: Tolerância Zero por  Scott Lobdell , John Francis Moore, Larry Hama e James Robinson (roteiros) e Chris Bachalo, Carlos Pacheco, Leinil Francis Yu e Adam Pollina (desenhos).



Tanto o mangá do Homem-Aranha, quanto dos X-Men foram publicados no Brasil (após uma publicação da própria Marvel) pela então estreante Mythos Editora em 1998.














Para a linha Mangaverse a Marvel convocou Ben Dunn, autor de Ninja High School. Conforme comentei anteriormente, Dunn é um dos precursores do estilo mangá nos Estados Unidos e fez um crossover de sua série com Speed Racer, além de adaptar Robotech (criada a partir dos animes The Super Dimension Fortress Macross, Super Dimension Cavalry Southern Cross and Genesis Climber MOSPEADA), Voltron e Captain Harlock, a editora também contou com o Udon Entertainment, um estúdio e editora canadense, conhecida pelas adaptações de Street Fighter da CAPCOM e Robotech, bem como publicação de mangás e manhwas (quadrinhos coreanos).

Ainda em 2002, o artista japonês Yoshitaka Amano ilustrou Elektra and Wolverine: The Redeemer, minissérie escrita por Greg Rucka.

O brasileiro Daniel HDR, que embora seja conhecido por quadrinhos no estilo comics desenhou Megaman para a Magnum no Brasil e Digimon para a Dark Horse nos Estados Unidos, criou o concept art da Demolidora (uma versão feminina do Demolidor) para o Marvel Mangaverse, porém, a personagem não chegou a ser publicada.







Outro precursor a trabalhar na linha foi Adam Warren, Warren roteirizou a versão Mangaverse do Quarteto Fantástico ilustrada por Keron Grant.  No currículo de Warren consta adaptações das franquias Dirty Pair e Bubblegum Crisis, além de versões de Gen¹³ e Novos Titãs e capas das adaptações em mangá de Star Wars por autores japoneses, além de capas para Robotech pela Wildstorm.



Em 2003, a Marvel cria  a linha editorial  Tsunami, inspirada nos mangás japoneses, destacam-se as séries Fugitivos (Runaways) de Brian K. Vaughan e Adrian Alphona e Sentinel de Sean McKeever e Udon Entertainment. No mesmo ano, é lançada a linha Marvel Age (inspirada no título de uma revista publicada pela editora na década de 80). A linha  Tsunami ainda publicou mini-série em doze edições que trazia uma versão juvenil de Namor, o arco teve roteiros de Andi Watson e Bill Jemas e desenhos de Salvador Larroca, Patrick Olliffe e Joe Bennett.









A linha Marvel Age assumiria os títulos da Tsunami, mas não adiantou, sendo cancelada em seguida. Em 2005, publica a série Spider-Man Loves Mary Jane, roteirizada pela McKeever e ilustrada por Takeshi Miyazawa e David Hahn.





Em 2004, a Marvel lança a série animada X-Men: Evolution, criada a partir do sucesso da série de filmes da franquia, remontando as origens dos heróis, quando eram adolescentes (exceto Wolverine e Tempestade, que não são personagens da série original dos anos sessenta) a série foi coproduzida pela Marvel e pela Film Roman e distribuída pela Warner e exibida pelo seu canal Kids' WB (curiosamente, a Warner é dona DC, principal concorrente da Marvel). Em 2006, a Marvel lança uma revista em quadrinhos baseada na série  com arte do Udon Entertainment.






Ainda em 2004, a Kodansha publica Spider-Man J de Yamanaka Akira publicado na revista Comic Bom Bom.



Em 2005, a Marvel lançou a série Mega Morphs, onde os heróis possuíam mechas pilotávei, escrita por Sean McKeever e ilustrada por  Lou Kang, tendo coleções de brinquedos lançadas pela Toy Biz.





Em 2006, foi lançada a série animada Fantastic Four: World's Greatest Heroes, produzida pelo pelo estúdio francês MoonScoop Group, a série foi notadamente influenciada pelos animes.












Em 2009, a Marvel autorizou a Del Rey Manga a publicar X-Men Misfits, escrita por  Dave Roman  e Raina Telgemeier e ilustrada pela indonésia Anzu e Wolverine: Prodigal Son de Antony Johnston e arte do filipino Wilson Tortosa (que fez Battle of the Planets para a Top Cow), retículas do também filipino Jan Michael Aldeguer.









Em 2008, a  Anzu ilustrou a graphic novel The Reformed roteirizada por Christopher Hart e ilustrada Anzu, publicada pela própria Del Rey, Hart é conhecido como autor livros de como desenhar, inclusive alguns no estilo mangá com nomes conhecidos do mercado brasileiro como:Denise Akemi, Erica Awano, Roberta Pares e Tabby Kink.





Dave Roman  é conhecido pelos roteiros de quadrinhos da franquia Avatar: The Last Airbender, conhecida no Brasil como Avatar: A Lenda de Aang (animação americana bastante influenciada por animes com produção terceirizada na Coréia do Sul) pela Dark Horse e inclusive da versão cinematográfica pela própria Del Rey.  Essas últimas foram publicadas no Brasil pela OnLine Editora.





Entre 2011 e 2013, a Madhouse produziu animes baseados nos personagens da Marvel,  Homem de Ferro, Wolverine, X-Men, Blade, Vingadores, Viúva Negra e Justiceiro. Entre 2014 e 2015, foi a vez da serie Marvel Disk Wars: The Avengers produzida pela Toei e exibida nos canais TXN e Disney XD do Japão.










Em 2015, foi publicado um crossover em quadrinhos entre os heróis da Marvel (Vingadores, Homem-Aranha e Guardiões da Galáxia) com os personagens de Ataque dos Titãs (Shingeki no Kyojin) de Hajime Isayama, com colaboração de C. B. Cebulski (que escreveu X-Men Mangaverse e em Loners, um derivado de Runaways) : "Attack on Avengers", roteirizado pelo próprio Isayama e ilustrado por Gerardo Sandoval.





No mesmo ano, o robô Leopardon aparece como sendo originário da Terra-51778 no arco Spider-Verse, nas edições 12 a 15 de Amazing Spider-Man Vol 3, em histórias escritas por Dan Slott, ilustradas por Giuseppe Camuncoli com arte-final de Cam Smith e em Spider-Man 2009 vol 2, escrita por Peter David com arte de William Sliney.




Em 2016, a série foi publicada no Japão teve uma capa ilustrada por Yusuke Murata, que já havia produzido capas para o mercado americano.





Itália


No país europeu, os mangás e animes fazem sucesso há um bom tempo, conforme comentei anteriormente, as revistas La Banda TV e Cartoni in Tivù da Edizioni Edierre, publicaram quadrinhos de O Judoca, Captain Future entre outros.








Em 1980, a editora italiana Fratelli Fabbri Editori iniciou a publicação do mangá  Candy Candy, roteirizado por Kyoko Mizuki (que criou o romance que deu origem ao mangá) e ilustrado por Yumiko Igarashi.  Na Itália, o mangá teve 77 edições (no Japão foram 9 volumes encadernados do tipo tankōbon).  Na edição 78 (março de 1982), os editores resolveram dar continuidade a história por quadrinhistas italianos, com roteiros de  Alfredo e Andreina Habit e Marcello Toninelli, e desenhos de Ambra Costa, Luigi Mausoli, Corrado Musap, Marco Torricelli e Manlio Truscia.  A revista foi publicada até 1986 e teve 326 edições.  Também na década de 1980, Osamu Tezuka e Osamu Denzaki produziram um anime baseado no Antigo Testamento da Bíblia, para o canal italiano RAI, Tezuka viria falecer em 1989 e animação permaneceu inédita até 1997.  Denzaki participou de outras produções ocidentais tais como Os Seis Biônicos, Rainbow Brite e Visionaries: Knights of the Magical Light. Na década de 1990, o canal italiano Mondo TV encomendou animes a produtoras japonesa, tais como Zorro, Branca de Neve e Cinderela.


Também em 1980, Alberico Motta lança pela editora Bianconi, Big Robot, HQ de robô gigante inspirada em similares japonês.












Em Abril de 2001, a editora Disney Itália lança W.I.T.C.H., inspirado no gênero garota mágica (mahō shōjo).  A HQs foi criada por Elisabetta Gnone (história) e Alessandro Barbucci e Barbara Canepa (character designer) e entre 2003 e 2004, a série ganhou um mangá produzido por Haruko Iida.  No Brasil foi publicado pela OnLine Editora, ainda em 2004, ganhou uma série animada, produzida até 2006.  Contudo, os quadrinhos continuaram sendo publicados até 2012. No Brasil, a Abril publicou 95 edições,  entre 2002 e 2010.





O quadrinhista e produtor italiano Iginio Straffi, fundador da Rainbow srl, lança outra animação inspirada em garotas mágicas, Winx Club, coproduzida com o canal italiano Rai. Em 2010, o Rainbow faz um parceira com o canal americano Nickelodeon do grupo Paramount, em 2011, Straffi cria um spin-off de Winx Club, Pop Pixie.  Pixie é um nome de uma criatura mágica que raramente tem seu nome mantido nas traduções brasileiras (em Padrinhos Mágicos, por exemplo, são chamados de duendes).  O spin-off teve apenas uma temporada de 52 episódios.  No Brasil, a série original foi exibida pelo SBT e pela Nickelodeon, enquanto que Pop Pixie só foi exibido pelo canal por assinatura.  Os quadrinhos da franquia foram lançados em 2004 e continuam sendo publicados até hoje.  No Brasil, a Panini publicou apenas 22 edições entre 2005 e 2007.






Entre 2003 e 2006, a Disney Italia publicou Monster Allergy, roteirizado por Katja Centomo e Francesco Artibani e desenhos de e Alessandro Barbucci e Barbara Canepa.





Em 2005, é lançada uma série animada coproduzida pelo  Rainbow srl, o canal Rai, o estúdio frances Futuriko e o canal alemão ZDF. Na base de dados Inducks, que cataloga os quadrinhos Disney ao redor do mundo,  Monster Allergy não considerado como uma HQ da Disney, já que a empresa apenas teria distruído os quadrinhos e a série animada, por isso, não nenhuma edição cadastrada por lá.

No Brasil, em 2007, a Panini publicou 5 das 29 edições, nesse mesmo, a serie foi exibida no canal Jetix.



Uma outra conexão de quadrinhos italianos e animes e mangás é a série Martin Mystery (2003-2006),  animação franco-canadense do estúdio Marathon Production, a série é parcialmente em Martin Mystère, publicado desde 1982 pela Sergio Bonelli Editore, o estúdio até chegou a fazer um crossover com Três Espiãs Demais (Totally Spies!), outra produção do estúdio, em 2004, o estúdio chegou a anunciar uma série baseada na HQ franco-belga Yoko Tsuno de Roger Leloup, mas não foi pra frente.









 Archie Comics




A editora Archie Comics é praticamente um sinônimo de quadrinhos para adolescentes.  Criada em 1939 por Maurice Coyne, Louis Silberkleit e John L. Goldwater como MLJ Magazines, a editora começou trabalhando com quadrinhos de super-heróis, até quem em Pep Comics #22 (Dezembro de 1941), surge Archie Andrews.  Criado por Bob Montana, Archie foi inspirado em Andy Hardy, personagem interpretado por Mickey Rooney em uma série de filmes de 1937 a 1958.  Com o tempo, os super-heróis foram sendo deixados de lado e Archie passou a ser o foco da editora, que acabou mudando seu nome para Archie.  Archie inaugurou um gênero chamado "Teen humor comics", chegando a ter muitos imitadores.  A Timely, editora que hoje é conhecida como Marvel, lançou algumas séries para adolescentes como Patsy Walker (criada por Ruth Atkinson) e Millie the Model (criada por Ruth Atkinson e Stan Lee).  Essa última chegou a ser desenhada por Dan DeCarlo, Na década de 1970, Steve Englehart transformou Patsy em uma super-heroína chamada Felina (Hellcat, no original).  Millie faria outras aparições no Universo Marvel.  Na década de 80, apareceu como tia de Misty the Model, da quadrinista e pesquisadora Trina Robbins.  DeCarlo se tornou artista da própria Archie no final da década de 1950, onde criou Josie (1963) e Sabrina, a bruxinha adolescente (criada em 1971 em parceria com roteirista George Gladir).  Em 1968, graças ao sucesso da série The Monkees (que por sua vez, era uma paródias aos Beatles), o canal CBS lança The Archie Show.  Nessa versão, Archie e os amigos de Riverdale formam uma banda de "bublegum pop" chamada The Archies".  A série teve apenas uma temporada de 1968 a 1969, contudo, o grupo fictício The Archies teve discos lançados de 1968 a 1973 pela gravadora RCA. Em 1970, a Hanna-Barbera lança a série de Josie e as gatinhas para a CBS, está teve apenas 16 episódios, em 1971, a série seria produzida originalmente pela Filmation.  No ano seguinte, é lançada a série Josie and the Pussycats in Outer Space, também com 16 episódios.  Sabrina ganha sua própria série pela Filmation, tendo duas temporadas.  A série foi iniciada exibida como parte do bloco The Archie Comedy Hour.




Na década de 90, a Archie ainda autorizaria outras adaptações de Sabrina (série live-action e animada), Archie (série animada) e  Josie e as gatinhas (filme live-action)


Em 2004, surge a versão em estilo mangá de Sabrina, a partir da edição 58 da revista Sabrina the Teenage Witch (segunda versão) com arte de Tania del Rio. Na edição 67 (Agosto de 2005), aparece a versão mangá de   Josie e as gatinhas, a série de Sabrina mangá durou até a edição 100, publicada em 2009.



Alguns trabalhos de  Tania del Rio são Lovesketch publicada na antologia Rising Stars of Manga #2 da TOKYOPOP (2003) e Spider-Man/Araña: The Hunter Revealed da Marvel (2006).




Rebelde





Em 2004, estreia no México telenovela juvenil Rebelde do Canal de las Estrellas, emissora do grupo Televisa, que tratava de uma versão da argentina Rebelde Way (2002-2003), de Cris Morena (também criadora de Chiquititas e Floricienta, essa última tendo ganhado no Brasil uma versão pela Band chamada Floribella). No Brasil, a telenovela foi exibida pelo SBT, Cartoon Network e Boomerang, misturando temática adolescente números musicas, a produção deu origem a um grupo chamado RBD, que excursionou pelo mundo, inclusive no Brasil. Em 2006, a editora ¡Ka-Boom! Estudio iniciou a publicação de Rebelde - El Cómic , roteirizada por Rebeca Soriano e desenhos de Jorge Reséndiz (Kókoro), arte-final de Eridan Zumaya e cores de Guillermo Piña, direção e edição de Óscar González Loyo, criador de Karmatrón y los Transformables, inspirada nos mechas (robôs gigantes), tendo trabalhado também com capas de VHS, laserdisc e quadrinhos baseados em animes nos Estados Unidos como e Astroboy, Kimba, The New Speed Racer e Gigantor (a adaptação american de Tetsujin 28-Go de Mitsuteru Yokoyama). Kókoro também é conhecido por ilustrações eróticas (hentai) para extinta versão mexicana da revista For Him Magazine (FHM). Em 2011, a Rede Record produziu a sua versão, dando origem a uma banda: Rebeldes, apesar de não ter uma versão em quadrinhos, houve essa curiosa revista para colorir em estilo chibi.










Ver também


Johnny Cypher in Dimension Zero


Valérian et Laureline, série franco-japonesa

Supercampeõs, quadrinhos e afins


 Referências e links úteis


Animesque - TV Tropes


Rebelde (comics)

Novidade na linha Tsunami da Marvel

Age of fake manga

Personagens de desenhos estão crescendo

Marvel faz mês de capas dedicadas aos mangás

Shogun Warriors rumo aos cinemas

Edição japonesa de Lobo Solitário terá capas de Frank Miller

Marvel e Del Rey anunciam mangás de X-Men e Wolverine

Yusuke Murata vai desenhar Capa da Coleção Spider-Man

Mangá da Liga da Justiça feito pela autora de Lost Canvas recebe nome, imagem e novas informações

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